12/02/2025
04:45:46 PM
Sudão: perseguição religiosa e guerra civil afligem 2
milhões de cristãos
Com 90% da população muçulmana, Sudão tem sido governado
por regime que restringe
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A guerra civil no Sudão já
tirou a vida de cerca de 150 mil pessoas e forçou metade da população a deixar
suas casas, mas continua praticamente ignorada pela mídia internacional.
A face mais brutal da violência ficou evidente nas últimas
semanas, quando El Fasher foi tomada por uma das facções após 18 meses de
cerco.
Imagens de satélite revelaram pilhas de corpos espalhados
pela cidade e os restos de prédios incendiados.
Rafat Samir, presidente do Conselho da Comunidade Evangélica
Sudanesa, detalha o impacto sobre os 2 milhões de cristãos do país e indica
como os crentes ao redor do mundo podem interceder em oração.
Samir descreveu o Sudão como um país que já foi reconhecido
como o maior da África, caracterizado por uma rica diversidade cultural e
étnica, com múltiplas línguas, tradições e tons de pele.
No entanto, destacou que décadas de rígido domínio islâmico
acabaram por sufocar essa diversidade e impor severas restrições à liberdade
religiosa, especialmente para os cristãos.
Silêncio da mídia internacional
Enquanto outros conflitos dominam os holofotes da mídia
internacional, a devastadora guerra civil no Sudão segue quase esquecida.
Em meio a uma crise que ameaça milhões de vidas, surge um
apelo urgente à comunidade internacional e aos cristãos: levantar oração,
demonstrar solidariedade e exercer pressão por paz.
Desde abril de 2023, o confronto entre as Forças Armadas do
Sudão (SAF) e a milícia paramilitar Rapid Support Forces (RSF mergulhou o país
em uma crise humanitária sem precedentes.
A RSF integra a força de segurança criada pelo ex-presidente
Omar al-Bashir, deposto em 2019. Ela é remanescente da milícia Janjaweed, um
grupo paramilitar que atuou em Darfur e foi acusado de cometer genocídio.
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Agora, os dois grupos armados e seus respectivos generais
travam uma disputa pelo poder. Ambos são fortemente islâmicos e almejam
governar o país para controlar sua riqueza mineral.
O líder de um grupo disse que poderia apertar a mão do
diabo. Em outras palavras, qualquer um dos lados fará qualquer coisa para
promover o Islã e a lei islâmica Sharia. Isso explica em parte por que a luta
tem sido tão brutal.
Maior deslocamento global
Os combatentes de ambos os lados avançam pelo país como
gafanhotos, deixando destruição por onde passam.
“A morte está em toda parte. Enterrei corpos diante da minha
porta, e há sangue espalhado por todos os cantos”, diz um sobrevivente.
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Mais de 15 milhões de pessoas já foram obrigadas a abandonar
seus lares, produzindo o maior deslocamento interno do mundo atualmente.
Cerca de 6 milhões fugiram do país. A maioria agora vive com
ajuda. Não têm onde viver e não têm emprego. Os combates destruíram o país.
Um depoimento diz: “A vida tem sido indescritível para civis
como eu. Levaram-me a casa, o meu carro, o meu trabalho, o meu dinheiro. Agora
não tenho nada.”
O impacto vai muito além da perda de moradia: o conflito
interrompeu a produção agrícola pelo segundo ciclo consecutivo, desencadeando
uma fome generalizada.
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Especialistas alertam que centenas de milhares de pessoas
podem morrer de inanição se a ajuda urgente não chegar a tempo.
Comunidades cristãs sob fogo cruzado
Os cristãos representam cerca de seis por cento da população
do Sudão, mas é difícil saber o número exato.
“Eu nasci em uma família cristã, mas em meus documentos
oficiais, fui registrado como muçulmano. O governo quer tornar toda a população
muçulmana”, diz o entrevistado
Para ele, se os islâmicos tiverem sucesso, a vida dos
cristãos será pior do que nunca.
“Mas ainda acreditamos que Deus nos colocou aqui por uma
razão. Temos algo para fazer. Sabemos que Deus transformará essa maldição em
uma bênção final para a nossa nação.”
Para a Igreja sudanesa, historicamente fragilizada, o
cenário é ainda mais dramático. A milícia RSF tem ocupado templos,
transformando igrejas em quartéis improvisados e expondo cristãos ao risco de
bombardeios das forças da SAF.
Organizações como a Christian Solidarity Worldwide (CSW) e a
Portas Abertas alertam que as comunidades cristãs enfrentam perseguição
sistemática, incluindo violência, prisões arbitrárias, restrições ao culto e às
conversões, além de discriminação no acesso à ajuda humanitária.
Em um incidente recente, um pastor presbiteriano e quatro
membros foram detidos em Cartum Norte durante um funeral, sob acusação de
“ilegalidade”. Muitos temem que isso sinalize uma onda mais ampla de
perseguição religiosa.
Apesar da dimensão da tragédia, que inclui deslocamento em
massa, fome, destruição
de igrejas e violações de direitos humanos, a guerra no Sudão segue
fora dos holofotes da mídia global e das prioridades diplomáticas. Para muitos,
o país tornou-se “a crise esquecida”.
Fonte: Guia-me com informações de Premier
Fonte: FOLHA GOSPEL
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