02/12/2026
06:10:00 AM
Cristãos são mortos por extremistas no Chifre da África
A Portas Abertas contou como Aweis
Ali teve um encontro com Jesus na Somália, um país do Chifre da
África. Após sua conversão, ele viveu sete anos isolado de outros cristãos e
perdeu todo o apoio da família e do clã. Movido pela necessidade de comunhão, o
cristão assumiu um risco ao procurar uma pessoa que compartilhasse sua fé,
pedindo que ela o conectasse a outros cristãos.
Ele foi deixado à espera até que seu contato retornasse com
um jovem chamado Liban. “Depois, Liban me contou que ela foi orar para que
Jesus revelasse se eu era um cristão genuíno em busca de comunhão ou um espião
tentando coletar nomes e informações para perseguir a igreja. Ela orou por
cerca de 20 minutos até que Deus confirmou que eu era confiável”, revela Aweis.
Aweis e Liban uniram forças e passaram a se arriscar em
busca de outros irmãos na fé. Com o tempo, esse esforço frutificou e a pequena
comunidade começou a se expandir. “Foi o momento mais feliz que tive desde que
conheci o Senhor”, reconhece o cristão.
Mas a pequena igreja doméstica que se formou tornou-se alvo
de violência extrema. O grupo radical Al-Tahat Al-Islamiyah assassinou
Liban e, sucessivamente, outros membros do grupo. Em meio à dor e ao luto, uma
visão trouxe o alento necessário para resistir: “Não tenham medo. Vocês não
serão eliminados; não serão aniquilados. Alguns de vocês permanecerão e se
tornarão mais fortes”.
O vale da sombra e a reconstrução
A perseguição foi devastadora, deixando Aweis quase sem
suporte. “Perdi quase todos os meus amigos. Não conseguia comer e perdi muito
peso. Não conseguia dormir devido às ameaças constantes e, espiritualmente, não
estava bem”, confessa ele sobre o período de maior fragilidade.
Aweis precisou deixar o país. Em outra
nação, teve a oportunidade de cursar Teologia e aprendeu com Tertuliano,
primeiro líder da igreja no Norte da África, que “o sangue dos mártires é
a semente da igreja”. Com o apoio pastoral e os cuidados pós-trauma
oferecidos pela Portas Abertas, Aweis conseguiu se reerguer.
Hoje, ele utiliza sua experiência para fortalecer outros,
ensinando novos convertidos sobre a dura realidade que enfrentarão: “Quando
alguém aceita a Jesus, já o preparamos para a perseguição. Dizemos a ele como
agir com sabedoria, como ser sábio como a serpente e inocente como a pomba”.
Uma vocação inabalável
Para Aweis, o risco de morte é um elemento intrínseco à sua
caminhada, mas não um impedimento. Sua força vem de uma entrega total.
“Sabemos do risco, mas, se você tem uma vocação, calcula o
custo e segue em frente. Você não para, aconteça o que acontecer. Jesus
significa tudo para mim, tanto que minha vida não teria valor, não valeria a
pena ser vivida se eu não o tivesse”, diz o cristão.
Aweis não deseja apenas sobreviver, mas sonha que a
liberdade religiosa seja uma realidade tangível na região do Chifre da África.
“Minha visão para a igreja somali é que ela se torne uma parte comum e aceita
da sociedade somali. E que chegue o dia em que você não perderá seus filhos ou
cônjuge por causa de sua fé. Um tempo em que o governo não o colocará na prisão
por causa de sua fé. Quero ver um dia em que haja aceitação para a igreja
somali”.
Ele finaliza com um apelo que demonstra a ausência de
amargura contra seus opressores, focando no potencial de transformação deles:
“Orem para que sejamos mais fortes espiritualmente. Queremos que Deus abra os
olhos deles. Saulo perseguia a igreja, depois se tornou Paulo. Esses
perseguidores poderiam levar o evangelho por todo o Chifre da África se
seguissem a Jesus. Portanto, não temos raiva deles”.
Fortaleça
a igreja no Chifre da África
No Chifre da África, seguir a Jesus pode custar a própria
vida. Sua doação socorre cristãos perseguidos com discipulado e cuidados
pós-trauma. Doe agora e
ajude nossos irmãos a resistirem.Fonte:
Fonte: PORTAS ABERTAS
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