01/22/2026
05:44:36 AM
“Ele me chamou pelo meu nome”
A Portas Abertas contou a história do evangelista
Cho* e seu ministério impossível de evangelizar norte-coreanos. Ele
caminhava semanalmente por florestas na China em
busca de fugitivos da Coreia
do Norte. Em uma dessas ocasiões encontrou o jovem casal Cheol-Ho* e
Eun-Yeong*.
Subindo uma colina íngreme, Cho avistou
Eun-Yeong e Cheol-Ho escondidos. Pelo estado de suas roupas, deduziu
que o casal estava fugindo da Coreia do Norte. Apesar da abordagem
amigável, Eun-Yeong gritou: “Fique longe de nós. Deixe-nos em paz”.
Cho pediu, com calma: “Não estou aqui para machucar. Quero
ajudar você. Por favor, não grite. Não sabemos quem pode estar
ouvindo!”. Cheol-Ho retrucou: “Não precisamos de sua ajuda”.
O evangelista insistiu, oferecendo algo que eles precisavam:
“Tenho comida e água. Vocês estão com fome?”. Ele colocou a bolsa no chão
e recuou. O casal se aproximou rapidamente para comer.
Cho se aproximou novamente e disse: “Não tenham pressa, esta
comida e água são de vocês. Há uma lona e alguns cobertores na bolsa. Usem para
montar um abrigo. Voltarei para trazer mais comida”. Conforme prometido,
o líder cristão voltou com uma lanterna de cabeça e uma bolsa cheia
de suprimentos.
Motivado pelo amor
Durante a conversa, Eun-Yeong perguntou a Cho: “Você
carrega comida pelas montanhas e diz que faz isso toda semana. Deve haver algum
motivo por trás disso. Por que você faz isso?”.
O cristão respondeu: “É por causa de um homem chamado Jesus.
Ele é o Filho de Deus e a ama muito. Aliás, eu trouxe para você um livro sobre
ele”. Ele entregou uma Bíblia à norte-coreana. Eun-Yeong balançou a
cabeça, dizendo que não acreditava em Deus, e empurrou o livro de volta. “Somos
gratos pela comida, mas não queremos ter nada a ver com superstição”, respondeu
diretamente.
O evangelista se recusou a Bíblia de volta, dizendo: “Este
livro é seu. Leia ou não, a decisão é sua”. Ele alertou sobre os perigos de
ficarem na floresta e os aconselhou sobre a fuga. “Se forem pegos, serão
mandados para casa – e as consequências serão severas. Vocês precisam decidir
qual rota querem seguir, e eu farei o possível para ajudá-los”,
explicou.
Frutos do trabalho impossível
Cho retornou à floresta várias vezes. Em uma delas,
Eun-Yeong correu em sua direção e disse: “Ontem, enquanto eu dormia, tive
um sonho. Havia uma pessoa no meu sonho… ele me chamou pelo meu nome, acho que
era esse Jesus de quem o livro fala. Não sei o que isso significa, nem por
que Jesus me chamou pelo nome. Mas sei que quero descobrir mais sobre ele.
O que você pode me contar?”.
Cho explicou os fundamentos do evangelho. O cristão, então,
convidou o casal a ficar em um local seguro para aprender mais sobre
a Bíblia. “É uma casa onde vocês estarão seguros, embora devam saber que, se
forem pegos, serão enviados à Coreia do Norte. Isso também atrasará
sua fuga. Mas parece que é algo que vocês deveriam considerar. Pensem nisso e
me avisem amanhã”, completou.
Na noite seguinte, Cho encontrou
Eun-Yeong e Cheol-Ho com o abrigo desmontado. “Decidimos que queremos
ir à casa para aprender mais sobre Jesus. Por favor,
leve-nos até lá esta noite!”, pediu a norte-coreana.
O cristão sorriu e reconheceu: “Eu estava orando para que
dissessem isso”. Ele os levou secretamente para o carro e os conduziu ao abrigo
apoiado pela Portas Abertas. Ali, o casal recebeu abrigo e comida e
participou de estudo bíblico, decidindo seguir a Jesus. Eles optaram por
retornar à Coreia do Norte para compartilhar o amor de Deus com seu povo.
Cho continuou seu ministério, retornando à floresta
para ajudar quem encontrasse, e orava por Eun-Yeong e Cheol-Ho. Um
ano depois, ele recebeu uma mensagem do casal: “Nossa
família aumentou para cinco”, indicando que mais três norte-coreanos
haviam se convertido a Jesus.
*Nomes alterados por segurança.
Socorra
refugiados norte-coreanos
Eun-Yeong e Cheol-Ho foram acolhidos nas casas
seguras na China e puderam conhecer Jesus e outros cristãos
norte-coreanos. Doe agora e
ajude a prover alimentação, abrigo e cuidado pastoral a outros cristãos
norte-coreanos refugiados na China.
Fonte: Portas Abertas
Compartilhe