02/18/2026
07:09:10 AM
Evangélicos apoiam redução da maioridade penal na
Argentina
A proposta do governo de Javier Milei para reduzir a idade
de responsabilidade penal para 14 anos abriu uma fissura inédita entre a Igreja
Católica e setores expressivos do segmento evangélico na Argentina.
O texto, que já recebeu aval da Câmara dos Deputados, segue agora para análise
no Senado e reacende o debate sobre políticas de enfrentamento à criminalidade
juvenil no país.
Historicamente alinhadas em pautas relacionadas à paz social
e à estabilidade institucional em momentos de crise, as duas tradições
religiosas passaram a adotar posições distintas diante da reforma. Enquanto a
Igreja Católica manifestou críticas contundentes ao projeto, a Alianza
Cristiana de Iglesias Evangélicas de la República Argentina (ACIERA) declarou
apoio à iniciativa, embora tenha apresentado ressalvas.
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Em nota pública, a entidade evangélica afirmou que a redução
da idade penal deve ser encarada como uma medida excepcional de proteção e
advertiu que a mudança legislativa, isoladamente, não resolverá o problema da
violência juvenil. Segundo a organização, a eficácia da proposta dependerá da
implementação simultânea de políticas públicas capazes de enfrentar as causas
estruturais que envolvem adolescentes em conflito com a lei.
A ACIERA também condicionou seu respaldo a garantias
específicas, como a proibição do envio de menores a presídios comuns e a
adaptação adequada das instituições destinadas ao acolhimento de crianças e
adolescentes. A entidade cobrou ainda que o poder público, tanto em nível
nacional quanto provincial, assegure recursos orçamentários suficientes para
infraestrutura e equipes técnicas especializadas.
Representando cerca de 85% das igrejas evangélicas
argentinas, a ACIERA destacou que qualquer reforma só produzirá resultados
consistentes mediante articulação entre o sistema de Justiça, as escolas e as
famílias, além da adoção de mecanismos periódicos de avaliação. A posição
aproxima novamente o segmento evangélico do governo Milei, em um contexto de
diálogo frequente entre as partes, contraste com a relação distante mantida
pelo Executivo com a Conferência Episcopal nos últimos anos. Com
informações Evangélico Digital
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Fonte: COMUNHÃO
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