03/26/2025
06:05:49 AM
Quem tem religião vive mais e melhor, aponta estudo de
Harvard
O estudo revelou que frequentar a igreja semanalmente
reduziu em 50% a mortalidade geral, além de diminuir os índices de suicídio e
melhorar o bem-estar de forma geral
Cada vez mais, a ciência tem comprovado, com dados, aquilo
que os cristãos já sabem na prática: ter uma religião faz bem para a saúde. Um
estudo feito por pesquisadores de Harvard, com mais de 70 mil pessoas, ao longo
de 16 anos, mostrou que fiéis que frequentam uma igreja vivem mais do que
aqueles que não seguem nenhuma crença. Além disso, a prática
religiosa reduz os níveis de depressão, ajuda na recuperação da
dependência química, melhora a qualidade de vida, entre outros benefícios.
O estudo, publicado no Journal of the American Medical
Association (JAMA), demonstrou que pessoas que têm uma religião e frequentam
uma igreja semanalmente apresentaram uma redução de 50% na mortalidade geral,
além de registrarem menores índices de suicídio, recuperação mais rápida de
quadros depressivos e melhora geral no bem-estar.
“Hoje em dia há milhares de estudos sobre os impactos do
mundo religioso sobre a saúde. É importante, enquanto cientistas, tentar
entender esse fenômeno. Não podemos negá-lo nem, a priori, achar que temos uma
explicação pronta para isso”, ressalta o professor titular de psiquiatria da
Universidade Federal de Juiz de Fora, Alexander Moreira Almeida, durante o
programa CNN Sinais Vitais, apresentado pelo Dr. Roberto Kalil.
Quando a religião atrapalha?
Por outro lado, Dr. Almeida alertou para o lado negativo da
religião em relação à saúde, especialmente quando a pessoa abandona o
tratamento para tentar resolver o problema unicamente pela fé.
“A religião se torna negativa quando a pessoa abandona os
tratamentos médicos e psicológicos porque acha que é uma questão puramente
espiritual. Ou então adota uma postura passiva: ‘Eu não vou fazer nada porque o
meu problema é o demônio. Não vou fazer nada porque Deus vai resolver a minha
vida’”, alerta.
Ele também criticou médicos que são radicais e desprezam a
busca espiritual do paciente. “Por isso defendemos uma abordagem
‘bio-psico-sócio-espiritual’, que integre todos os aspectos do indivíduo. Para
afirmar a parte biológica, eu não preciso negar a espiritual”, destacou.
Já o professor de psiquiatria da Universidade de São Paulo,
Wagner Gattaz, que também participou do programa CNN Sinais Vitais, ressaltou a
importância de os hospitais oferecerem ao paciente o serviço de capelania.
“No Brasil, esses serviços ainda são pouco intensivos. Na
Europa, a capelania sempre se oferece ao paciente: ‘Qual a sua religião? Você
gostaria de falar com um pastor ou um padre?’ Levar conforto espiritual deveria
ser uma missão que os hospitais levassem mais a sério”, sugere Gattaz.
Fonte: Comunhão
Fonte I: Folha Gospel
Compartilhe